Flávia Groba é gestora de marketing e fez o Caminho de Santiago num momento de viragem, quando vários ciclos da sua vida pessoal e profissional se fechavam e outros começavam a abrir-se. Não foi sozinha: viveu o Caminho de Santiago em grupo, guiada por um padre, com tarefas e desafios diários que a obrigaram a pensar em perguntas que nunca lhe tinham ocorrido. Nesta entrevista, conta-nos como foi caminhar com o corpo e com a cabeça ao mesmo tempo, e o que trouxe consigo de volta.
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Em que momento da sua vida surgiu a decisão de fazer o Caminho?
Já andava a adiar há algum tempo. Era uma coisa que queria fazer há imenso tempo, mas queria ir em grupo.
Porque escolheu fazê-lo em grupo e com um guia espiritual, e não sozinha?
Para tirar mais proveito do Caminho e para partilhar a vida, que é o que faz sentido para mim enquanto pessoa. E o guia, que era padre, dava-nos desafios pela manhã para respondermos ao final do dia, desde perguntas para outros companheiros a perguntas para nós.

Pode dar-nos um exemplo de uma tarefa ou desafio diário que a tenha surpreendido?
Descrever em 10 minutos os 3 momentos mais marcantes da minha vida e porquê, ou realizar uma matriz sobre mim e a minha personalidade.
Como era a dinâmica do grupo? Houve alguém que a tenha marcado?
Todos me marcaram, cada um à sua maneira. Foi uma experiência muito boa. Partilhámos muito.
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Que ciclo sente que ficou fechado em Santiago? E qual se abriu?
O processo de abertura foi uma coisa natural, fruto da dinâmica da viagem…
Trabalha em marketing, uma área de ritmo acelerado. Como foi a adaptação ao ritmo lento?
O Caminho parece lento, mas não é… Foi bastante dinâmico até. Aliás, até senti falta de mais tempo para dormir e descansar.

Faria o Caminho outra vez? Da mesma forma ou de outra?
Sim, exatamente da mesma forma!
Que conselho daria a quem está numa fase de mudança e pensa fazer o Caminho?
Não adie a vida, nem os momentos. Calce as sapatilhas e siga!
Qual foi a coisa mais inútil (ou mais caricata) que alguma vez levou na mochila?
Nada. Levei o mínimo possível e foi tudo o que precisava.
Todas as fotografias deste artigo são da Flávia Groba.








